Nova York em Abril

Nos dias 08 e 09 de Abril, durante a visita da Fernanda e do Tiago fomos até Nova York para eles conhecerem a cidade. Como era durante semana fomos apenas eu e eles. Acabamos optando em pegar o ônibus que vem de Baltimore, passa por Wilmington e segue até Nova York.  Visto que as passagens são bem mais baratas que se fossemos de trem da AMTRAK, principalmente se comprado em cima da hora. Compramos nossas passagens pela Internet na noite anterior e pela manhã o Mau antes de ir trabalhar nos deixou no ponto de parada do onibus na 3 W 4th Street no centro de Wilmington. A Passagem de Ida e Volta ficou em 35 USD por pessoa se fosse comprada por trecho separadamente sairia 40 USD.

O ônibus já veio relativamente cheio de Baltimore e literalmente lotou em Wilmington. Como não existem poltronas marcadas só conseguimos lugar lá no fundão do busão. Depois de cerca de 2 horas e meia de viagem chegamos à Nova York. Desembarcamos na primeira das duas paradas disponíveis. Bem atrás da loja da Macys na Rua 34 entre a Sexta e Sétima avenida.

Assim que chegamos demos uma passada no Starbucks do Empire State Building para tomarmos um café da manha rápido, o local estava lotadíssimo. Ainda assim conseguimos um lugar sentado.

Dali fomos caminhando até o distrito de Chelsea na rua 23 W onde fica o apartamento dos nossos amigos Diego e Scott, que embora estivessem viajando gentilmente emprestaram o apartamento deles para levar o Tiago e a Fer para conhecer Nova York.

Pegamos a chave “coringa” na recepção, é esquisito pensar que a recepção do seu prédio tem uma chave capaz de abrir seu apartamento, e subimos deixando nossas malas de 2 dias e fomos explorar a Big Apple. Como não é permitido sair do prédio com tal chave “coringa” e como o Diego havia deixado uma chave extra dentro do apartamento não tivemos maiores problemas nem enrolação para entrar e sair do prédio.

Seguimos até a estação do Metro, onde compramos o ticket para o dia todo e seguimos em direção a Downtown para visitar o Sul da Ilha de Manhattan. Mas quando percebi havíamos passado do ponto que íamos descer na Fulton Street. Acabamos indo parar fora da ilha de Manhattan na estação High Street próximo a ponte do Brooklyn.

Mas tudo bem atravessar a ponte do Brooklyn a pé estava mesmo entre um dos passeios que queríamos fazer. Apesar de tido o convite de cruzar a ponte no inverno quando encontrei a Maria Lúcia (Minha amiga de Winterkurs na Alemanha) na cidade. Esta era a primeira vez que estava fazendo este passeio imperdível. Nova York tem diversas pontes belíssimas, ao todo são 16 pontes ligando distritos entre si e a cidade ao resto do pais, mas a mais famosa de todas é sem sombra de dúvidas a Brooklyn Bridge.

Inaugurada em 1883, ela é uma das pontes suspensas mais antigas nos Estados Unidos com uma extensão total de 1.834 metros sobre o rio East. Além de ter ocupado o posto de maior ponte pênsil por muito tempo. Ela inovou, na época de sua construção, com uso de cabos de aço. Suas imensas torres de suporte em estilo gótico foram as estruturas mais altas de toda a cidade por muito tempo. A vista da ponte é realmente belíssima. Cruzamos a ponte, no sentido Brooklyn-Manhattan onde chegamos no Parque do City Hall.

Mas sem dúvidas o grande barato de se atravessar a ponte indo do Brooklyn a Manhattan é a vista monumental que se tem do distrito financeiro de Nova York. E dela podemos também ver as outras pontes que cruzam o Rio East como: Manhattan Bridge, a Williansburg Bridge e a Queensboro Bridge. Além do imponente Empire State Building

Não chegamos a ir até o Brooklyn Promenade, verdadeiro must go os amantes da fotografia. Dizem ser imperdível. Do Promenade é possível tirar aquela foto clássica do perfil da cidade, com a ponte ,o extremo sul da ilha e, ao longe, a Estátua da Liberdade.

O Ideal seria estar lá no cair da tarde, quando é possível observar o céu mudando de cor e as luzes da cidade se acendendo e criando um belo contraste com a ponte antiga em frente aos edifícios iluminados. Porém por conta da quantidade de coisas para fazer na cidade e o curto espaço de tempo disponível, acabamos apenas cruzando a ponte mesmo.

Como já estava perto da hora do almoço e aquela fominha batendo, seguimos em direção ao Pier 17. Um antigo porto do século XVIII restaurado em 1983 e que se tornou um verdadeiro centro de entretenimento, com vários cafés, restaurantes, pubs e lojas. Tudo isso com construções que nos remetem ao passado antigo da cidade.

Acabamos almoçando em um restaurante de comida chinesa que não era lá grande coisa. Mas aproveitamos para tirar algumas fotos da Brooklyn Bridge ali do pier 17. Pena que a lente da câmera não consiga captar a ponte toda.

Depois do almoço seguimos nosso passeio pelo distrito financeiro da cidade. Obviamente o primeiro lugar que nos veio a cabeça foi a Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange), considerada a maior do mundo em volume de transações e a segunda em número de empresas listadas, ficando atrás apenas da Nasdaq .

Localizada em Wall Street, ou rua do Muro, o local recebeu este nome pelo fato que durante o século XVII o local servia como limite norte de Nova Amsterdam. Lá, os holandeses construíram uma parede de defesa contra os ingleses e índios Lenape, toda feita da madeira e barro em 1652. Mas a parede foi demolida pelos Ingleses em 1699, quando assumiram o controle da região.

Mas afinal como foi que o local se transformou em um dos maiores centros do capitalismo mundial? Pois bem no final do século XVIII os intermediários financeiros e especulatórios começaram a se encontravam ali, junto a um plátano de Wall Street, para negociar informalmente seus papéis. O que fez o local ganhar fama e posteriormente virar uma bolsa de valores.

Mas a Bolsa de Valores começou a funcionar como uma oficialmente em Wall Street apenas em Abril de 1903.  O “trading floor”, ou pregão, fica na 11 Wall Street, mas a fachada do prédio principal que conhecemos pelas Bandeiras Americanas e a palavra The New York Stock Exchange fica na Broad Street.

Devido sua importância histórica, o local foi tombado como patrimônio histórico em 1978. A fachada da bolsa de valores apresenta as esculturas de John Quincy Adams Ward, acima das seis colunas em estilo coríntio, chamadas Integrity Protecting the Works of Man (a integridade protegendo o trabalho do homem). Coisa que parece uma falácia quando se trata de uma Bolsa de valores, onde o capital especulativo e a falta de integridade de fato destroem o trabalho do homem.

Infelizmente após os ataques terroristas de 2001, as visitas ao pregão foram suspensas por motivos de segurança. Por esse motivo toda a região do entorno da bolsa é fortemente policiada e em todo lugar podemos ver carros da NYPD.

Sem dúvida um dos melhores lugares para se tirar fotos da Bolsa de Nova York  é das escadarias do Federal Hall. Local em que George Washington tomou posse como o primeiro presidente dos EUA em 30 de Abril de 1789. Nesta época, Nova York era a capital federal. Para lembrar tal ocasião existe uma estátua de George Washington  “olhando “para a Bolsa de Valores.

Além disso foi neste prédio ao lado da Bolsa em Wall Street que a constituição americana ou “Bill of Rights” foi aprovada. Pelo então parlamento que ali se reunia.

Embora o edifício original tenha sido demolido no século XIX e substituído pela atual estrutura, que serviu como primeira alfândega dos Estados Unidos. O local tem muita historia para contar a começar pela independência dos EUA passando pela época da quebra da bolsa de Nova York em 1929 ate chegar aos dias atuais.

Aproveitamos para dar uma passadinha na Trinity Church, uma igreja Episcopal que foi construída em 1696 pela igreja Anglicana da Inglaterra. Construída em estilo gótico faz lembrar algumas igrejas européias.

Como estávamos na região do Wall Street não podíamos de passar pelo Charging Bull ou Wall Street Bull obra do escultor siciliano Arturo Di Modica, uma escultura de 3.000 quilos de bronze simboliza as tendências altas na Bolsa.

Em Wall Street a tendência de alta no mercado de ações é denomina-se como “mercado touro” (bullish) e quando a tendência é de baixa, chama-se “mercado urso” (bearish). Fazendo alusão a o touro é sempre um animal forte, enquanto o urso hiberna durante quase meio ano.

Diz a lenda que pegar no escroto da Estátua do touro traz sorte e fortuna, eu não acredito muito nestas coisas, mas não custa nada tentar, de tanto o pessoal pegar o negócio, ele está até brilhando.

Como o Touro fica bem próximos ao Battery Park, perto do cais dos ferrys de Staten Island e da Estátua da Liberdade, acabamos seguindo naquela direção. Passamos pelo Monumento em homenagem as vítimas do Atentado ao World Trade Center, em que um enorme globo que ocupava o Hall de Entrada de uma das Torres Gêmeas foi retirado bastante danificado e foi colocado nesta praça próximo ao Baterry Park como forma de homenagear as vítimas.

O Baterry Park ocupa a ponta sudoeste da ilha de Manhattan, em frente ao New York Harbor. Foi batizado em homenagem ao batalhão de artilharia que se instalou ali no passado.

O Local é  cheio de  turistas, camelôs de souvenirs e artistas de rua animam o lugar, que também abriga o Castle Clinton, um forte construído em 1812, aberto à visitação. Dali saem as balsas para Ellis Island e a Estátua da Liberdade, mas como a fila estava gigantesca acabamos decidindo ficar em Manhattan mesmo.

Aproveitamos ainda para tirar algumas fotos da estátua da liberdade dali mesmo e continuamos nosso passeio pela Big Apple. Apelido que a cidade recebe e que a Marcie do Blog Abrindo o Bico Explica em um dos seus Posts.

Ainda no Sul da Ilha no distrito financeiro de Manhattan, fomos ao que foi até 2001 o edíficio mais alto da cidade, onde se localizava o World Trade Center, destruído pelos ataques terroristas de 11 de Setembro. Hoje um verdadeiro canteiro de obras, onde está sendo construído um novo complexo que levará o mesmo nome. E é hoje um dos projetos arquitetônicos mais avançados do mundo.

O edifício principal do complexo, a Freedom Tower, o novo WTC 1, terá apenas uma torre de 108 andares, com cerca de 124 metros mais alta que as Torres Gêmeas. E que quando pronto ultrapassará a Torre Taipei em Taiwan, se tornando o segundo edifício mais alto do mundo. Com certeza, este novo complexo irá recuperar mais de milhares de m² de escritórios que foram perdidos no 11 de Setembro, além de virar um novo cartão postal para Nova York,  ainda mais poderoso e imponente que o anterior.

Além disso três outros edifícios estão previstos para completarem o novo complexo, além do World Trade Center Memorial, que também está em construção. Haverá também um museu dedicado aos diferentes aspectos das antigas e das novas torres do World Trade Center. Bem como um grande memorial às vitimas.

Ali nas imediações funciona o museu sobre o 11 de Setembro ainda em suas instalações temporárias. Ainda existe ali perto um monumento em homenagem aos 343 Bombeiros da Cidade de Nova York que morreram neste triste episódio da história, o local recebe diversas homenagens de amigos, parentes e anônimos.

Me chamou atenção em especial as homenagens de bombeiros de várias partes de mundo que deixam ali alguma lembrança de sua corporação de seu lugar de origem. É difícil imaginar uma cidade como Nova York perder 343 bombeiros de uma só vez, não é a toa que eles são vistos por todos como verdadeiros heróis.

Do lado daquele imenso canteiro de obras, havia um canteiro super colorido e bonito de tulipas amarelas, vermelhas e rosas. Seguimos até a estação de metro mais próxima e rumamos em direção a famosa Times Square.

A Times Square fica localizada entre a Broadway e 7th Avenue, da 42nd Street à 47th Street, consegue  representar o melhor e o pior de Nova York numa esquina que tinha tudo pra ser uma qualquer. Mas definitivamente não é.

O encontro da Broadway com a Sétima Avenida e a Rua 42 é um lugar que ganha a vida principalmente à noite. As empresas que ali anunciam pagam alguns milhões de dólares para poder colocar seus respectivos painéis luminosos e ganhar visibilidade.

E digamos que visibilidade: só de turistas são cerca de 26 milhões passando ali todo ano. Os edifícios da esquina mais famosa do mundo são “obrigados” a carregar luminosos do térreo ao topo e ainda falta espaço. Só a Times Tower tem cerca de 50 outdoors gigantescos pendurados em suas paredes.

 A Reuters, as redes ABC e NBC e a bolsa de valores Nasdaq têm telões que transmitem suas notícias minuto a minuto. Uma polegada desses espaços custa entre  US$ 5 a US$ 20 mil por mês. Dá para imaginar? Calcula-se que o faturamento publicitário da esquina ultrapasse os US$ 2 bilhões anuais. Isso é muito dinheiro.

Mas sem dúvida a data mais badalada do lugar é a festa oficial de réveillon da cidade, celebrada ali em Times Square e transmitida a mais de 1 bilhão de pessoas no mundo todo e olha que a única coisa que acontece é uma multidão esperando uma bola iluminada descer por um eixo, no topo da Times Tower.

Foi legal ver dessa vez o luminoso do ano de 2010, a última vez que estive em Nova York foi em Dezembro do ano passado e aí o ano era 2009. Mas sinceramente falando acho loucura  passar o revellion lá. Com  temperaturas negativas, as vezes ate mesmo nevando. As pessoas tem que chegar super cedo lá e já ouvi historias de pessoas que usam fraldas geriatricas para não perder o lugar caso precisem ir ao banheiro. Fala serio!!

Mas enfim como que a Times Square ficou tão famosa? Todo esse prestígio não veio de forma tão fácil. A história do bairro já teve várias reviravoltas. Começou no início do século 20, com teatros se instalando por ali na região.

Com a mudança para lá do New York Times em 1904, o jornal construiu a Times Tower e rebatizou a então Longacre Square para Times Square. Os teatros viraram a Broadway e os turistas vieram. E, com eles, todo tipo de comércio. No fim da década de 70, era possível achar ali tanto traficantes vendendo drogas e cinemas pornôs quanto famílias vindas de diferentes partes do país para assistir aos espetáculos. A coisa começou a mudar em meados da década de 80, quando a prefeitura mandou fechar uma série de “inferninhos” e prédios de comércio escuso ao longo da Rua 42.

Quando o prefeito Rudolf Giuliani assumiu o cargo, em 1994, com sua política de tolerância zero, foi a vez de a Disney invadir a área, com loja, teatro reformado e espetáculos como A Bela e a Fera, o Rei Leão, Mary Poppins e a Pequena Sereia entre outros. Dando vida nova ao lugar.

Muita gente sente falta da velha Times Square, mais autêntica. Mas, como tudo em Nova York é contraditório, é difícil dizer qual a melhor fase do lugar. Times Square é como um conto de fadas. Só que o enredo quem comanda hoje são os anunciantes e os espetáculos da Broadway.

Aproveitei para levar o Tiago e a Fernanda para conhecer a Loja da Toy R Us, da Hershey’s e da MM’s no local, eles adoraram. Embora talvez pela crise a Hershey’s não estava distribuindo a famosa amostrinha grátis.

Depois de visitarmos a Times Square, levei-os até o Empire State Building, mas como já havia visitado o local anteriormente e não estava disposto a pagar os 20 USD de entrada me despedi deles e fui para o apartamento do Diego e Scott e depois eles me encontrariam lá.

O dia também apesar de estar bom estava com forte interferência atmosférica que iria atrapalhar para tirar fotos. Além disso ir para casa foi bom para descansar as pernas, passamos o dia todo caminhando e as pernas estavam pedindo descanso.

Até que as fotos que eles tiraram não ficaram tão ruins assim. Eles ainda deram uma de turistas e compraram souvenir do Empire State 8 USD por um mapinha cheirando a mofo que na Singapore Flyer por exemplo é de graça.

Já estava ficando preocupado com eles, estava anoitecendo e nada deles voltarem, e pior o que aconteceria se eles se perdessem, eles não tinham celular para eu ligar e nem sei se eles sabiam o meu numero, mas tudo bem depois eles chegaram sãos e salvos.

Aproveitamos para tomar um banho, trocar de roupa antes de dar uma volta a noite por Nova York. Começamos o passeio ali pela região do Chelsea, onde fica o apartamento dos meus amigos.

O Chelsea é um bairro bem bacaninha em Manhattan, famoso reduto GLS com diversas opções para todos os tipos de gostos é uma espécie de Soho dos anos 80 nos dias atuais. Era uma região industrial/portuária que vem renascendo nos últimos anos. Em busca de grandes espaços com aluguel barato, galerias de arte e artistas vêm migrando para o distrito, reconhecido como um dos maiores e mais conceituados do mundo para o comércio de arte, principalmente contemporânea.

Acabei decidindo levá-los ao Parque High Line, um parque linear construído sobre uma antiga linha de trem desativada com vista para o Rio Hudson. Queria jantar com eles no Chelsea Market, a antiga fábrica da Oreo em Nova York, transformada em um mercado super transado. Mas infelizmente já estava fechado.

Aproveitamos ainda para passar no HSBC onde a Fernanda e o Tiago puderam sacar dinheiro da conta no Brasil. E eu também aproveitei para sacar um pouco de dinheiro também. O legal dessa agência que por estar numa parte GLS da cidade, tem até uma bandeirinha do arco íris na sua entrada.

Pegamos o Metro e seguimos até a Times Square, pois é a noite que o lugar realmente se transforma com todos aqueles letreiros e neons ligados. Passeamos um pouco no local, sempre com diversos policiais espalhados por todo lugar.

Mas a policia de Nova York hojé é até uma atração turística da cidade. Quem nunca quis tirar uma foto com a polícia de NY, aquela que a gente sempre ve nos filmes de Hollywood. Os policiais estavam até deixando o pessoal tirar fotos sentado nas suas motos. Eu e o Tiago obviamente não deixamos de aproveitar essa chance.

Acabamos voltando para casa já que todos nós estávamos moídos e ainda teríamos muita coisa para conhecer no dia seguinte. Pela primeira vez vi uma limosine cor de rosa na vida e não era uma limosine qualquer, era uma Limosine SUV Rosa da Lincoln. Cheia de mulheres gritando pela janela. Coisas de NY.

No dia seguinte fomos tomar café da manha num café na esquina da rua 23 com a 8 Avenida, que estava gostoso. Dali pegamos o metro que ficava na mesma esquina e seguimos em direção ao Central Park até a estação da rua 81 no Museu de História Natural de Nova York.

Nosso objetivo inicial era visitar o museu e depois dar uma volta pelo Central Park, mas como o museu ainda estava fechado invertemos a ordem das coisas.

O Central Park, é talvez o Parque Urbano mais famoso do mundo um parque com uma área de 843 hectares cerca de 6% da área total de Manhattan. Com cerca de 250 hectares de gramados e 136 hectares de florestas.

É ele quem divide a cidade em East e West, de um lado a 5 avenida e no outro a  Central Park West. Ele vai da rua 59th até a 110th. E ainda divide a cidade em Downtown e UpTown.

 O parque recebe cerca de 25 milhoes de pessoas por ano, foi projetado por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux, em 1850 e custou aproximadamente 10 milhões de dólares. Hoje com esse valor mal daria para comprar um apartamento com vista para o Parque.

O dia estava um pouco nublado e com cara de chuva, ainda assim demos uma passeada pelo local, haviam várias cerejeiras floridas e muita gente fazendo exercício, no que podemos considerar o coração de Manhattan.

Mas como começou a cair uma chuvinha seguimos em direção ao Museu de História Natural, onde ficamos até quase o meio dia.

O melhor de tudo nessa visita foi visitar o museu sem ter que pagar nada com nosso desconto corporativo. Eu não preciso nem falar que amo esse museu, mesmo na terceira visita vi coisas que não tinha visto nas visitas anteriores.

O Tiago e a Fernanda ficaram bastante impressionados, principalmente com a coleção de paleontologia e Minerais. Eu acho esse museu o Máximo. Até já fiz um post exclusivo sobre ele.

 Depois que deixamos o Museu de Historia Natural de NY, seguimos de metro até o Columbus Boulevard que diga-se de passagem estava lindo com as tulipas por de rosa. E seguimos a pé pela parte sul do Central Park em direção a Quinta Avenida.

Além de aproveitar mais um pouquinho do Central Park, também deu para a gente ver as tradicionais charretes puxadas a cavalo que levam os turistas a conhecer o interior do parque.

Por falar nisto o Hotel Plaza do Esqueceram de mim II, fica ali quase na esquina com a 5 avenida, seus quartos devem ter uma vista magnifica do central Park.

Por falar em quinta avenida será que existe avenida mais famosa no mundo?  Talvez a Champs-Élysées em Paris. A verdade que estando ali ao lado do Central Park, junto a quinta avenida  não há turista de primeira vez que não se sinta dentro de um filme quando chega ali.

A Quinta Avenida partilha seus metros quadrados milionários entre mansões, lojas de grife e símbolos da cidade, como o Hotel The Plaza e o Metropolitan Museum. Delimita os lados leste e oeste da ilha, sendo que o trecho de Uptown (acima da 60th Street) é basicamente residencial, enquanto nos quarteirões entre as ruas 34 e 60 predominantemente comercial.

Nossa primeira parada foi a lendária meca dos brinquedos F.A.O. Schwarz, que para quem não lembra do filme o Grande Piano, fica ali!! Aquele lugar é quase mágico, fico imaginando como seria visitar aquilo quando era criança. Na verdade não aconselho levar crianças lá!! Elas vão literalmente querer tudo e mais um pouco.

Outras atrações que só poderiam estar ali ao longo da quinta avenida estão o Empire State, o Rockefeller Center, a Saint Patrick’s Catedral, a loja de departamentos Saks Fifth Avenue, e até mesmo o Takashimaya do Japão que costumavamos ir sempre em Singapura .

Passamos na frente de lojas de várias grifes da alta costura do mundo, assim como lojas de jóias entre outros como a loja da Abercrombie & Fitch minha loja favorita de roupas nos EUA, e que sempre tem fila para entrar. Desta forma nunca visitei a loja modelo deles. Já que em Delaware não pego nem fila nem pago imposto. Embora roupas até o valor de 100 USD não pagam imposto em NY.

Descemos até o Rockefeller Center, que estava com seu canteiro central com lírios brancos, coisa mais linda.  O Local não estava tão cheio como estava em Dezembro a final de contas a famosa árvore de Natal do Rockfeller Centre não estava mais lá. Mas a pista de patinação sim!!

O mais engraçado de tudo foi que sentamos ali para descansar um pouco e um grupo de turistas chineses chegou, as poses deles tirando as fotos valeram umas fotos bem engraçadas.

Como parte final de nosso passeio em Nova York fomos até a sede da Organização das Nações Unidas na 1 Avenida com a rua 46E.

Logo na entrada encontramos algumas estátuas de países como Japão, Itália e Luxemburgo, que simbolizam os princípios da ONU: não a violência, trabalho e paz. A ONU foi fundada em 24 de Outubro de 1945 pelos países vencedores da 2 Guerra Mundial com objetivo de intervir em conflitos internacionais e evitar novas guerras.

Porém até onde temos visto não tem conseguido grande êxito. Em alguns casos até piorou a situação, como o caso da criação do Estado de Israel no meio da Palestina. Para se fazer uma visita é necessário se fazer todo o procedimento semelhante a um aeroporto. Mas enfim visitar a ONU era algo que queria fazer faz tempo. Afinal de contas é ali que acontece todos os anos a Assembleia Geral da ONU e foi ali também que a proclamação da “Declaração Universal dos direitos Humanos”, foi assinada em 1948.

Como não podemos fazer a visita guiada o jeito foi se contentar com as exibições temporárias sobre a paz e o desarmamento, assim como murais, mosaicos, tapeçarias e esculturas provenientes dos países membros. Ali havia ainda uma exposição muito interessante sobre a Dengue no Mundo. No andar inferior fica o Public Concourse, onde está a agência de correios das Nações Unidas, a loja, a livraria, um café e sanitários.As lojas de souveniers obviamente lotadas de asiáticos. Mas o que mais me chamou a atenção na ONU foi a enorme infiltração no prédio numa das paredes do hall de entrada do Salão onde é realizada a Assembleia Geral. Seria um sinal evidente que a ONU precisa mesmo de uma Reforma?

Como já estava ficando tarde e ainda teríamos que ir pegar nossas malas do outro lado da ilha, demos uma rápida passada pela Estação central de Nova York, a mesma do desenho Madagascar. Um dos  maior terminais de trens do mundo em número de plataformas, ao todo são 44 com 67 trilhos entre elas. Que estão divididas em dois andares subterrâneos, com 41 trilhos no andar superior e 26 no andar inferior.

 No passado no local antes desta estação já existiram duas outras. A primeira era a “Grand Central Depot”, inaugurada em 1871 e era para receber os trens das linhas “New York Central e Hudson River Railroad”, “New York and Harlem Railroad” e “New York and New Haven Railroad”.  Entre 1899 e 1900 a estação foi quase que totalmente demolida numa tentativa de expandir e reoganizar a primeira, dai que foi renomeada como “Grand Central Station“. Entre 1903 e 1913 foi construído o terminal conhecido como Beaux-Arts.

A inauguração ocorreu em 02 de Fevereiro de 1913. Em 1996 passou por uma reforma que durou 02 anos, sendo comemorada a reabertura no dia do meu aniversário de  15 anos dia 01 de Outubro de 1998. Uma das coisas que impressionam no local são as grandes janelas de 23 metros de altura, o teto do Salão Principal com a pintura do céu e suas constelações, que curiosamente, foram reproduzidas invertidas, as lindas escadarias e o relógio de quatro lados sobre a central de informações.

Para voltarmos para casa acabamos decidindo pegar um Taxí, pois essa seria a última chance do Tiago e da Fer andarem nos famosos táxis amarelinhos da cidade.

 Pegamos as nossas coisas e seguimos com o metro até rua 34 atrás da Loja da Macys para pegar nosso onibus de volta a Wilmington. Antes de pegar o onibus demos uma volta rápida pela Macys, mas ai o Mau ligou e disse para tentarmos pegar o ônibus mais cedo. Apesar de ter umas 20 pessoas querendo entrar no onibus já lotado eu levantei a passagem e o chinês que controlava o embarque me mandou subir, ai disse: Tenho mais 2 comigo nessa passagem, ele então deixou a Fer e o Tiago embarcar também, como o ônibus estava praticamente lotado tivemos que viajar separados.

Para dizer a verdade nunca vi serviço de ônibus mais mal organizado que nos EUA. Até na Malásia o negócio funciona melhor, o que importa é que chegamos bem em Wilmington, apesar do motorista chinês dirigir feito um louco na NJ Turnpike. Wawa!!

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7 Comentários

  1. avatar
    Posted by carlos eduardo nascimento| 04/06/2010 |Responder

    deu saudades de Nova York. conheci quase todos esses lugares exceto a ONU. quem sabe no final do ano consigamos fazer uma visita.

  2. avatar
    Posted by Karol Nascimento| 05/06/2010 |Responder

    Jesus, Maria, José…. Posso dizer que estou com inveja?? heheheh Sou louca pra conhecer essa ilha. Quem sabe esse ano! Adorei as fotos. Bj

    • avatar
      Posted by Mauoscar em Dela Where???| 06/06/2010 |Responder

      Karol.
      Tenho certeza que voce vai adorar!! Afinal de contas não conheci ninguem que não goste de NY. Quem sabe não nos encontremos lá!!
      Bj

  3. avatar
    Posted by Mirella| 05/06/2010 |Responder

    Programão NYC pela primeira vez, né? Dicas preciosas 🙂
    Apesar de já ter ido várias vezes a Manhattan… essa ilha tem SEMPRE novas coisas para se fazer, restaurantes a conhecer, lugares para se descobrir etc etc etc… amo Manhattan 🙂
    Quero ir esse ano novamente para não perder tradição ehehehe…
    Bom morar pertinho daí, hein?! E ainda ter amigo para emprestar apê… sonho!
    Bjs

    • avatar
      Posted by Mauoscar em Dela Where???| 06/06/2010 |Responder

      Mirella.

      Na verdade essa foi minha segunda vez lá!! Eu também adoro passear em NYC!! Realmente toda vez lá tem algo novo a fazer. Bem só restaurantes voce pode passar anos indo diariamente e não repetir nenhum!!
      Mas tenho que confessar uma coisa prefiro mil vezes morar aqui em Delaware. Por falar nisso daqui alguns meses acho que poderia fazer aquela entrevista para o entrevistando expatriados. o que vc acha?
      Quando vcs forem para a Big Apple me avise para a gente tentar se encontrar lá e se conhecer pessoalmente. Como te falei vou tentar pegar o visto de turista para o Canadá e quem sabe não visitamos vc ai em Toronto.
      Bjs

  4. avatar
    Posted by Fer| 20/06/2010 |Responder

    Oscar o passeio foi realmente maravilhoso, lendo e lembrando…. foi realmente dias de sonho, que guardarei para o resto da vida!!! E tenha certeza que sem vc náo seria a mesma coisa…. para comecar passaríamos fome rs…
    Obrigada pelos momentos únicos. E Nova York realmente é inequecível

  5. avatar
    Posted by Mauoscar em Dela Where???| 20/06/2010 |Responder

    Imagine Fer!!

    Foi um super prazer, ir com vcs passear na Big Apple!! Mas tambem tenho que pedir desculpas pela canseira que dei em voces dois!! Mas enfim são esses momentos e estas experiencias que guardamos para o resto de nossas vidas e voces tenham certeza que sempre serão bem vindos 😀

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